
João Fonseca reagindo em partida contra o australiano Tristan Schoolkate durante o National Bank Open. (Foto de Matthew Stockman/Getty Images)
A trajetória de João Fonseca, maior promessa do tênis brasileiro em anos, tem gerado grande expectativa e também cobranças. Para o narrador Fernando Nardini, da ESPN, é preciso olhar com mais equilíbrio para os resultados do jovem de 18 anos. Em entrevista ao podcast Boppismo, ele afirmou que o carioca tem potencial para alcançar o top 10 da ATP, mas não vê o posto de número 1 como algo viável no cenário atual.
“Número 1 eu acho um sonho muito distante. É uma meta válida, ambiciosa, mas hoje parece difícil imaginar. Faço votos para que consiga, mas há um longo caminho a percorrer”, analisou Nardini. O narrador destacou que Fonseca já demonstra qualidades técnicas raras para a idade, como um forehand acima da média e um backhand sólido.
No entanto, apontou que o físico ainda precisa de evolução para aguentar o ritmo desgastante do circuito profissional. “Ele tem que evoluir no aspecto físico, pra aguentar a porradaria das semanas consecutivas. Tanto que ele dosou bastante o calendário nesta temporada”, afirmou.
Derrota no Canadá e calendário de Fonseca nos EUA
Após ser eliminado na estreia do Masters 1000 de Toronto, João Fonseca volta suas atenções para o próximo desafio no circuito americano. O número 49 do ranking da ATP deve entrar em quadra no Masters 1000 de Cincinnati, que começa no dia 7 de agosto. O torneio serve de preparação para o US Open, último Grand Slam da temporada, marcado para o fim do mês.
Mesmo com oscilações naturais da idade, Fonseca é visto com bons olhos fora do Brasil. Nardini, inclusive, alerta para a pressa do público brasileiro, acostumado a julgamentos imediatistas do futebol. “As pessoas acham que todo moleque de 18 anos tem que ser o Alcaraz. Querem que o João seja top-10 ontem. Ele tem potencial. Mas tem que respeitar o processo”, comentou.
O narrador também criticou a impaciência de parte da torcida após derrotas pontuais, como a recente queda diante de Tristan Schoolkate. “Perde um jogo e já falam que é farsa, que é mentira. Isso é o brasileiro fã de futebol entrando no tênis e querendo destruir um garoto de 18 anos”, disparou.
João Fonseca, no entanto, segue confiante e centrado no próprio ritmo. Se mantiver a evolução técnica e física, a promessa de hoje pode se transformar no grande nome do tênis nacional no futuro próximo. A torcida brasileira anseia por um ídolo, mas a paciência e apoio são necessárias por parte da mesma.
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