
Marcelo Marques comprou a Arena e doou ao Grêmio – Foto: Angelo Pieretti/Grêmio
De forma surpreendente, pegando a todos de surpresa, o empresário Marcelo Marques compareceu ao estúdio do Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira, para informar a sua desistência na candidatura à presidência do Grêmio. Ele, há bastante tempo, era considerado o futuro presidente a partir de 2026, o que causa de imediato uma indefinição no cenário político do clube.
Em sua fala, Marques deu a entender não ter se adaptado à vida política do clube e também destacou que não conseguiria suportar todo o “peso” da função de presidente. Sendo assim, ele retira de imediato o seu nome do pleito:
“É uma visita surpresa para dar esclarecimentos para a torcida. Desde a compra da Arena, nunca mais eu apareci. Repensei muitas coisas: será que eu tenho que ser presidente mesmo? Será que eu terei condições de ajudar em tudo? Não posso ajudar assim como o Celso Rigo ajuda? Essa semana entrou a política no meio. A política existe e nos trouxe até aqui. A gente ama o Grêmio desse jeito. Mas por todo esse peso e essa questão política, eu não serei candidato. É uma decisão irreversível”, apontou Marques.
Marcelo Marques gostaria de ver Celso Rigo presidente
Mesmo sabendo que o seu amigo e também empresário Celso Rigo não irá topar, Marques o sugeriu como presidente ideal para o clube. Um outro nome cotado passa a ser o de Antônio Dutra Jr, que seria o vice de futebol na chapa de Marques.
“Fui pegando peso demais e não vou vencer. Tenho que ser sincero. Algum outro candidato mais adaptado vai ser melhor que eu. Talvez seja melhor para o Grêmio um novo candidato mais adaptado com esse meio político. Quero agradecer ao Dutra Júnior e ao seu Celso Rigo, mas quero ficar 100% fora da política. Eu indicaria o Rigo, mas sei que ele não quer ser presidente. Hoje o meu voto seria no Dutra, mas é um voto, não uma indicação”, ampliou.
E no futuro?
Embora não pense nisso agora, Marques não descartou futuramente tentar a presidência do clube: “Posso me preparar para o melhor. Daqui a 10, 12 anos, quem sabe? Embora tenha perdido a credibilidade por ter saído nessa hora”, finalizou.
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